REVISTA TERRA MÃE: Líder de alta performance

Matéria Produzida pela SDE para Revista Terra Mãe Ano 5, Nº 5. Para ver a revista completa clique aqui.

EXPLORAÇÃO DO MINÉRIO TEVE ELEVAÇÃO DE 35% na compensação financeira e de 24% na comercialização, e o cobre é a estrela da mineração baiana

O setor mineral baiano fechou o primeiro semestre de 2019 com variações positivas, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Já não bastassem os 15,6 mil empregos no setor, há números a serem comemorados também na Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC), que cresceu 14,28%, e na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), que foi 12,63% maior e gerou R$ 75,5 milhões em ICMS para o estado, com aumento de 35%.  De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), esse balanço é reflexo da excelente performance do segmento em 2018, que finalizou o ano em primeiro lugar entre os arrecadadores na região Nordeste e com crescimento
de 24% na comercialização de bens minerais.

A PMBC de 2018 mostra ainda o significativo crescimento nas vendas de cobre, fosfato, rocha ornamental, salgema, magnesita, água mineral, ouro, diamantes, entre outras. Segundo dados do IBGE (Rais e Caged), a mineração baiana fechou o ano com incremento de mais 937 empregos diretos, tendo os municípios de Jacobina, Jaguarari, Itagibá, Juazeiro e Andorinha respondido por 77% das vagas criadas. Os dados constam no Desempenho da Mineração Baiana 2018, publicado pela SDE no último mês de setembro.

Em valor, o ouro foi o principal bem mineral comercializado pelo estado, com números equivalentes a R$ 960 milhões, uma variação positiva de 15% em relação a 2017. O cobre, entretanto, foi a estrela da mineração na Bahia. Após ser adquirida pela empresa canadense Eros Resources Corporation, a Mineração Caraíba retomou a extração em Jaguarari e deu início às operações extrativas em Curaçá e Juazeiro, aumentando o volume produzido e comercializado do bem mineral, que teve a maior expansão na PMBC, com 69%. A consolidação da lavra de cobre pela empresa e novas avaliações das reservas aumentaram seus recursos minerais em mais de 42,4 milhões de toneladas, o que significa reservas 107%  maiores em comparação às reservas disponíveis no ano anterior.

DESTAQUE NACIONAL

A Bahia ocupou a segunda  posição nacional em número de requerimentos para pesquisa de bens minerais no ano passado, com 1,7 mil processos protocolados. Assim como vem ocorrendo nos últimos dois anos, o cobre foi destaque  nas solicitações de pesquisa entre os minerais metálicos. O
minério se destacou tanto no estado que despertou a atenção  da Codelco, estatal chilena e maior produtora de cobre do mundo. Dos 193 requerimentos de pesquisa solicitados, no ano passado, à Agência Nacional de Mineração (ANM) para o minério de cobre, 25% deles foram requeridos pela empresa do país vizinho, que já possui autorização de pesquisa em 58 áreas na Bahia.

A volta do cobre à pauta de comercialização teve ainda um grande peso na arrecadação de ICMS. Em 2018, conforme declaração das empresas que
pagaram CFEM, o setor mineral baiano gerou R$ 117 milhões do imposto, aumentando em 45%, reflexo da retomada da PMBC, sendo o município de Jaguarari o principal arrecadador de ICMS, comercializando cobre, rochas ornamentais e argila, com a arrecadação de R$ 44,1 milhões. O crescimento na arrecadação da CFEM, que acumulou R$ 53 milhões, fez a Bahia encerrar o ano passado em quarto lugar, subindo uma posição em relação ao ano anterior, na produção de bens minerais metálicos, ultrapassando São Paulo, com participação de 1,75% na arrecadação nacional.

A arrecadação de ICMS e CFEM beneficiam o estado, os municípios onde ocorrem as extrações e os impactados por esta atividade. A retomada e a
ampliação da extração de cobre são fruto de protocolos assinados pelo Governo do Estado. No ano passado, foram assinados com a SDE quatro protocolos de intenções para a implantação e ampliação de empreendimentos mineiros com investimentos de R$ 1,7 bilhão, que deverão gerar
1,7 mil empregos diretos.

No âmbito estadual, além do bom desempenho mineral, 2018  foi marcado por importantes acontecimentos positivos no setor. A Largo Resources, empresa que controla a única mineradora de vanádio das Américas, no município de Maracás, continuou batendo recordes na produção do minério e iniciou seu projeto de expansão para aumento da sua capacidade nas áreas de moagem, Mineração de cobre no município de Jaguarari  fusão, lixiviação e filtragem, com investimentos de R$ 82,7 milhões. A ampliação, que foi finalizada em setembro deste ano, elevou a produção de 800 toneladas para 1 mil toneladas, por mês, e aumentou a geração de empregos diretos na planta, totalizando 800 colaboradores.

A CBPM – Já a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), ligada à SDE, assinou contrato de arrendamento da jazida de nefelina-sienito, matéria-prima essencial para as indústrias de vidro e cerâmica, em Itarantim, primeira unidade da América do Sul. “Observamos a imperiosa necessidade do andamento das operações da Fiol e do Porto Sul. Esse investimento em logística é importante para promover a renovação e recuperação da ferrovia que corta a Bahia até Juazeiro. As melhorias permitirão não só o escoamento da mineração, como também do agronegócio”, afirma Antônio Carlos Tramm, diretor-presidente da CBPM.

De acordo com a empresa, no ano passado houve o prosseguimento aos trabalhos de desenvolvimento mineral, merecendo destaque o programa de
sondagem, viabilizando alguns novos depósitos importantes, a exemplo do níquel, cobre e cobalto (Caboclo de Mangueiros), ouro de Umburanas e o de zinco, cobre e fosfato da região de Irecê/Lapão. Outra atividade importante para desenvolvimento de novos prospectos foi o estudo de ambientes geológicos propícios a conter mineralizações dos chamados minerais portadores de futuro, como lítio, tântalo/nióbio, terras raras e grafita para grafeno, resultando em requerimentos de cinco áreas promissoras.

Foto: Allan Christian/Divulgação