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05 fevereiro 2019

Setor de calçados tem saldo positivo em 2018

Atualmente, 51 fábricas operam por todo o estado; mais de 30 mil empregos são gerados

 O setor calçadista da Bahia tem obtido saldos favoráveis na política de descentralização industrial no estado. São, atualmente, 51 fábricas, de aproximadamente, 25 grupos empresariais do segmento que contam ou já contaram com incentivos fiscais. Juntas, as unidades geram mais de 30 mil empregos, em 41 municípios do interior baiano, a grande maioria fora da Região Metropolitana de Salvador.

Ubaíra, a 270 quilômetros da capital, deve ser o próximo a entrar na lista: a empresa GB Shoes já firmou protocolo de intenções com o governo estadual para a implantação de uma pequena unidade fabril, que deve gerar 70 empregos: um bom impacto, no caso de cidades de interior.

Ao se considerar todos os municípios com produção de calçados ou produtos relacionados, como palmilhas, são exatamente 30.580 empregos gerados, de acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE). Em alguns municípios há, no mínimo, duas fábricas, até do mesmo grupo. São eles: Ita-petinga, Santo Antônio de Jesus, Jequié, Itororó, Maiqui-nique, Macarani, Cruz das Almas, Firmino Alves e Serrinha.

Os números apontam para um balanço positivo diante do fechamento de 11 fábricas nos últimos dez anos e perda de 798 postos de trabalho - com impacto nas economias e arrecadação de municípios, como Teolân-dia, Lauro de Freitas, Amélia Rodrigues e Ilhéus, que perderam as únicas fábricas do setor que atuavam em seus territórios. Na capital, Salvador, a pequena Chara Rial, que empregava 29 pessoas, também fechou no mesmo período.

Expansão

As empresas que, por outro lado, venceram a crise ou problemas de gestão, fazendo melhor uso da localização privilegiada baiana para avançar no mercado nordestino, agora até expandem as atividades, anunciando a ampliação dos negócios em novos galpões produtivos -até mesmo em municípios onde foram fechadas unidades pelos então concorrentes. E o caso de Serrinha, por exemplo: o município perdeu duas fábricas (Polibhela e PPX), mas deve ganhar uma certa compensação, caso sejam concretizados os projetos de ampliação da Minas Bahia e da Nádia Ta-lita, que já tramitam na SDE.

Só a empresa Minas Bahia espera gerar mais 200 empregos, a partir de um investimento de R$ 4 milhões. A Nádia Talita vai investir R$ 3,5 milhões e gerar 80 novos empregos também em Serrinha. Outra empresa que planeja expandir a produção é a Calçados Bibi, em Cruz das Almas, gerando mais 60 empregos, a partir de um investimento de R$ 9 milhões. A Indústria de Calçados Conceição do Almeida - que já atua no município de mesmo nome, empregando 596 pessoas - também pretende abrir outra unidade, gerando 180 novos empregos, num investimento de quase R$ 30 milhões.

Em processo mais adiantado, a empresa Suzana Santos espera inaugurar até o final de março mais outra fábrica, em Itapetinga. O investimento de R$ 4 milhões deve gerar mais 400 empregos. O município é o principal destaque do setor no estado, abrigando a maior quantidade (3 até então) e as maiores fábricas: além da unidade já em operação da Suzana Santos, que emprega 338 operários; há ainda a gigante Vulcabrás Azaléia, que responde por 4.177 empregos; e a Irmãos Soares (Lia-line), com 338 postos de trabalhos.

Unidades espalhadas

Há empresas que atuam em diversos municípios. A Irmãos Soares (Lialine), por exemplo, tem fábricas em Itororó (duas), Ibicuí, Firmino Alves e Camacan. A Calçados Pegada tem unidades fabris em Santa Luz, Esplanada, Ruy Barbosa, Sapeaçu, Castro Alves, Santo Antônio de Jesus e Jequié. O mesmo vale para a Calçados Itambé, BSC e Dass, entre outras. A Suzana Santos é outro exemplo: anuncia uma segunda unidade em Itapetinga, mas já tem fábricas também em Itarantim, Potiraguá, Mai-quinique e Iguaí.

"Essa segunda fábrica da Suzana Santos, em Itapetin-ga, representa o esforço do Governo do Estado em potencializar a regionalização dos investimentos”, destaca a secretária Luiza Maia, da SDE. A expectativa no mercado é de que a política de atração de empresas para a Bahia ganhe ainda mais impulso quando o vice-gover-nador João Leão (PP) assuma a pasta, conforme reforma administrativa já anunciada pelo governador baiano, Rui Costa (PT).

Fonte: A Tarde

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